Com o terceiro maior mercado imobiliário do país, Goiânia vem se consolidando como um polo de projetos cada vez mais sofisticados, tanto em linguagem estética quanto em conceito arquitetônico. Especialistas do setor apontam que, para 2026, a arquitetura residencial avança para além da forma e do visual, incorporando experiências sensoriais, conexão com a natureza e soluções pensadas para diferentes perfis familiares — de idosos a pets.
A seguir, os principais movimentos que devem orientar o setor:
1. Arquitetura como experiência sensorial e emocional
Um dos movimentos mais fortes rumo a 2026 é a valorização da chamada arquitetura experiencial, especialmente nos empreendimentos de alto padrão. Para Murilo Andrade, CEO da Sousa Andrade Construtora, esse conceito vai além da estética tradicional e se ancora no que ele define como “ambiência”.
“O espaço é pensado como um todo integrado, com ambientes que contam histórias, são acolhedores, sofisticados e cheios de vida. Na Sousa Andrade, nossos projetos são irreplicáveis justamente por seguirem esse conceito de forma consistente: cada empreendimento nasce conectado a uma narrativa única. Nosso último lançamento, por exemplo, inspirado na região da Capadócia, conta com árvores frutíferas típicas da região na área infantil e terá um aroma exclusivo, desenvolvido especialmente para perfumar o lobby de entrada”, explica.
Esse direcionamento está alinhado às previsões da WGSN para o período entre 2025 e 2027, que indicam uma demanda crescente por espaços capazes de criar vínculos emocionais. Segundo Andrade, essa lógica não se restringe a grandes metragens. “Essa coexistência entre compacidade e luxo reflete um movimento mais amplo do mercado, que passa a incorporar soluções diversas, convergindo em atributos como experiência, funcionalidade e valor de revenda ou locação — fatores cruciais para 2026”, afirma.
2. Integração com a natureza e novos modos de viver
A relação entre arquitetura, cidade e cotidiano ganha centralidade nos projetos mais recentes. Esse olhar já orienta os empreendimentos da Consciente Construtora e Incorporadora, responsável por projetos reconhecidos internacionalmente, como Solenne Consciente e Auro Consciente.
A integração com áreas verdes, a fluidez entre espaços, o uso estratégico da luz natural e soluções voltadas ao conforto térmico e acústico tornam-se elementos estruturais, não apenas diferenciais estéticos.
“A arquitetura precisa dialogar com a rotina real das pessoas, com o entorno e com a cidade. Nos nossos projetos, sustentabilidade, escolha de materiais, paisagismo e áreas comuns são pensados de forma integrada, assim como a curadoria arquitetônica, que ajuda a dar identidade aos empreendimentos e a torná-los mais coerentes com o modo de viver contemporâneo”, afirma Camila Inácio, diretora de empreendimentos da Consciente.
3. Decoração como expressão pessoal e conforto sensorial
Na decoração, 2026 consolida uma abordagem que une identidade, conforto e consciência ambiental. Segundo Tainá Carrilho, arquiteta da Brasal Incorporações em Goiânia, os projetos reforçam escolhas duráveis e personalizadas.
“Os projetos priorizam bem-estar, escolhas pessoais e soluções duráveis”, afirma. Formas orgânicas, materiais naturais, itens artesanais, tons acolhedores e design biofílico ganham espaço, enquanto o conforto acústico, térmico e lumínico passa a definir o novo conceito de luxo. “Sustentabilidade deixou de ser diferencial e passou a ser critério essencial na arquitetura residencial contemporânea”, completa.
4. Senior living e arquitetura inclusiva
O envelhecimento acelerado da população brasileira impulsiona projetos voltados ao conceito de senior living. A Opus Incorporadora vem incorporando soluções baseadas em design universal e ergonomia, priorizando autonomia, segurança e convivência social.
Segundo Guilherme Hara, head de Marketing da Opus, esse olhar já faz parte do DNA da empresa. “Esse direcionamento está alinhado aos pilares da Opus, que são criar empreendimentos originais, com arquitetura autoral, tecnologia e soluções inclusivas, capazes de atender diferentes gerações de uma mesma família”, explica.
“O público 60+ é ativo, possui poder aquisitivo e movimenta cerca de R$ 1,6 trilhão por ano na economia brasileira. Além disso, essa geração não é a mesma de 30 anos atrás, assim como o nosso cliente de 40 anos hoje será ainda mais exigente nas próximas décadas. Eles buscam autonomia, design inteligente, tecnologia integrada e experiências”, pontua Hara.
5. Projetos pensados para toda a família — incluindo os pets
A presença de animais de estimação também influencia o desenho dos novos empreendimentos. A Dinâmica Incorporadora reforça essa tendência com projetos que ampliam áreas de lazer e serviços integrados, incluindo espaços dedicados aos pets.
“Mais do que áreas de lazer, os clientes buscam espaços para cuidados essenciais, como os petcares”, explica Patrícia Garrote, diretora de incorporação. “Em nosso último empreendimento, implantamos pet place e pet wash, mas percebemos que o público esperava ainda mais. Por isso, no próximo lançamento, vamos oferecer um pet clube e um espaço para atendimento veterinário, com espaço destinado à higiene e cuidados básicos dos animais”, completa.